14 de Maio de 2016

Como se fosse cinema

Posted in Sem categoria às 15:16 por sidneif

Por MARCELO C. P. DINIZ*

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“Jovem Lendo à Luz de Vela” (C. 1630), de Mathias Stom (1600-1650)

Eu estudei numa época em que o curso médio era dividido em Científico e Clássico. Desde muito cedo eu sabia que as ciências exatas não eram da minha vocação e optei pelo clássico, com a alma aliviada por não ter que encarar matemática, física, química e até biologia.

Não me lembro se um pouco antes, durante ou depois tive muito gosto ao ler parte da Comédia Humana, de Balzac, O Tempo e o Vento de Erico Veríssimo, vários livros de Jorge Amado, O Velho e o Mar, de Hemingway, O Apanhador no Campo de Centeio (J. D. Salinger), O Cortiço (Aluísio Azevedo), A Cidade e as Serras (Eça de Queirós). Não havia nenhum método prévio: eu pegava um livro, lia um pedacinho, gostava, continuava. E lia como se fosse cinema. Meu pai era gerente da RKO Radio Filmes, distribuía Disney, eu não pagava para entrar e ia ao cinema quase todo dia.

 Mas, muito cedo, ali pelos 16 anos de idade, comecei a trabalhar, fiz o meu primeiro estágio na área de propaganda. A partir daí, dei preferência aos livros técnicos: propaganda, relações públicas, sociologia, filosofia, história etc. Aos 21 anos, trabalhava na Souza Cruz, fui transferido para Governador Valadares e voltava a Belo Horizonte uma vez por mês, para uma reunião dos gerentes distritais. Na volta, passava numa livraria, enchia o porta-malas do carro de livros e viajava.

 Eu era um autodidata, mais uma vez sem ter programado nada.

 Termino este post relacionando alguns livros que foram importantes na minha formação, mas ressalvando que o conhecimento está em todo lugar: nos outros livros, nas revistas, nos posts da internet, nas conversas, no pensamento.

 – Toda a obra de Fritjof Capra;

– Toda a obra de Peter Drucker;

– Toda a obra de Philip Kotler;

– A imaginação de Marketing, de Theodore Levitt;

– A Conexão Planetária, de Pierre Lévy;

– James H. Myers e William H. Reynolds (Gerência de Marketing e Comportamento do Consumidor);

– Toda a obra de David Ogilvy;

– “Nova Técnica de Convencer” (Vance Packard);

– Meus Índios, Minha Gente ( Darcy Ribeiro);

– Jeffrey Sachs (“O Fim da Pobreza” e “A riqueza de Todos”);

– Joseph Stiglitz  (Globalização: como dar certo);

– Lester Thurow  (O Futuro do Capitalismo).

 Se relacionarmos tudo que sabemos, buscando soluções originais, chegaremos à criatividade, que é um valor imensurável. E, se não estivermos procurando o sucesso profissional, o simples fato de saber já ajuda muito a viver.

 

*Marcelo C. P. Diniz, publicitário, autor de “O Capital Moral ou a Falta Dele”,“Crônicas de um bipolar” e “Será a Propaganda Culpada?”. http://www.conscius.com.br

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