25 de Junho de 2013

Imaginação sem limitações

Posted in Ler faz crescer às 17:54 por sidneif

Por BADI ASSAD*

"A Última Ceia" (1494-1498), de Leonardo da Vinci.

“A Última Ceia” (1494-1498), de Leonardo da Vinci.

As maravilhas que acontecem em nosso cérebro quando lemos um livro é possível de cientificamente ser explicado, mas impossível de ser descrito. Acho que é mais um daqueles milagres…

Apesar de certos escritores terem uma forma impressionante de relatar histórias nos proporcionando as cenas do jeito que elas são, com suas nuanças e sentimentos, cada um cria uma imagem subjetiva, que somente a quem criou pertence. Quando assistimos a um filme, o que vemos são as imagens que o diretor criou em sua mente e as compartilha conosco. Isso também é maravilhoso, mas quase sempre preferimos livros. Pois, nas telas, o pensamento é de outra pessoa, e isso geralmente não supera o que primeiramente imaginamos, sem limitações, em nossas mentes. Sem nos esquecermos de que. na leitura, paramos para compreender algo ao nosso bel e livre prazer. Nos filmes não temos este tempo. Temos que digerir rapidamente o que, na leitura, pode nos absorver por horas, dias, o quanto for preciso e/ou querido.

 Alguns livros tem a capacidade de nos transformar, como aconteceu quando li aos 15 anos Sugar Blues, de William Dufty (1916-2002). Essa leitura, revolucionou minha vida. Foi quando me conscientizei de que somos o que comemos… Muito tempo depois vieram os místicos Profecia Celestina, de James Redfield, e Conversando com Deus, de Neale Donald Walsch, para citar alguns dos que me fizeram questionar a vida e toda sua maravilha.

 Agora, sobre aquela outra leitura que tem o poder de nos transportar para um mundo inexistente e mágico, cito os maravilhosos Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez, e O Perfume, de Patrick Süskind. Ambos livros que existiram indefinidamente dentro de minha memória emocional.

 E para escolher dentre aqueles cabeludos que me tiraram noites de sono, cito Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago (1922-2010), e O Código Da Vinci, de Dan Brown. Sobre este, aconteceu uma peculiaridade: Um pouco depois de ter começado a lê-lo, comecei uma turnê (com 3 Guitars, um trio que tive com os jazzistas Larry Coryel e John Abercrombie) pela Europa e, coincidentemente, nossa itinerância percorria o mesmo trajeto que Robert Langdon, em suas aventuras para desvendar os códigos que trariam resposta aos enigmas que Jacques Saunière deixou quando morreu… E foi assim por Paris, Inglaterra, Milão…

Em Milão foi impressionante, pois, para visitar A Ultima Ceia na igreja Santa Maria delle Grazie, precisava-se de agendar com muita antecedência. Mas descobri que exatamente naquele único final de semana em que ficaríamos em Milão aconteceria o que ocorre somente uma vez por ano na Itália: todas as galerias e museus ficam abertos durante 24 horas. E assim, depois das 3 da manhã (quando nossa apresentação terminou), fomos eu e Larry para uma fila de 100 pessoas para apreciar o afresco de Leonardo Da Vinci (1452-1519). Uma experiência fascinante poder ver ao vivo o que Dan Brown descrevia em seu livro. Diria que um dos momentos mais mágicos de minha vida.

*Badi Assad, cantora e instrumentista – eleita uma das melhores violonistas do mundo pela revista “Guitar Player”.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: