30 de Novembro de 2012

O desnorteio de Paula Fábrio

Posted in Notas às 16:13 por sidneif

A prolífica escritora Paula Fábrio debuta na seara dos romances. No dia 08 de dezembro corrente, a autora – que já brindou a Ler faz crescer com o seu depoimento – lança o livro Desnorteio.convite_desnorteio

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Sinal verde 30 11 2012

Posted in Sinal Verde às 16:11 por sidneif

Cleuza Aparecida Branco de Oliveira

Assinada pelo jornalista Augusto Fiorin, matéria da Folha de São Paulo (edição de 14/11/2012) apresenta a biblioteca comunitária (localizada em Mirassol -SP) idealizada pela  catadora de recicláveis Cleuza Aparecida Branco de Oliveira.

Cleuza é uma apaixonada por leitura. A sua condição de semianalfabeta não a impediu de recolher e ler os livros  que encontrava no lixo. Guardou-os até poder  realizar o sonho da biblioteca. O sonho de permitir a pessoas carentes o prazer da leitura.

Obrigado, Cleuza! Você é especial.

Sinal vermelho 30 11 2012

Posted in Sinal Vermelho às 16:11 por sidneif

CPI do Cachoeira

A CPI do Cachoeira vai terminar como uma brincadeirinha. Surgiu para atiçar a algumas figuras políticas,  ofuscar o julgamento do mensalão, espinafrar a imprensa. A oportunidade de desnudar as intricadas relações entre políticos e construtoras deu-lhe contornos de um marco na história do legislativo brasileiro. Mas tudo era brincadeirinha,  tal como uma dança de lencinhos, com o aval do PT e do PSDB.

21 de Novembro de 2012

Descobrir o mundo através da leitura

Posted in Ler faz crescer às 14:54 por sidneif

Por EMICO OKUNO*

Nasci em Pereira Barreto, uma pequena cidade do interior paulista com a maioria da população constituída de japoneses e/ou descendentes. Não havia na cidade uma livraria, por assim dizer. Dessa forma, os primeiros livros que li foram os clássicos da literatura infantil e juvenil que um dos meus irmãos me trazia de presente de São Paulo. E eram em japonês. Dessa época me marcaram a Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson (1850-1894), e, de Victor Hugo (1802- 1895),  Os Miseráveis – mais de sessenta anos depois, ao ver na TV um pequeno trecho do show tipo opereta, reconheci instantaneamente os personagens Jean Valjean, Cosette e Javert.

Sempre gostei muito de ler; leio, todas as noites na cama, tudo que me cai nas mãos: tiras de mangá, gibi e Tio Patinhas. Muitas revistas em quadrinhos como Asterix e Tim Tim descrevem detalhadamente os costumes e arquitetura locais com muita fidelidade.

Quando vim estudar o colegial em São Paulo comecei a ler Bernard Shaw (1856-1950), e minhas colegas me deram de presente uma pequena coleção das obras desse autor. Lembro-me principalmente de Pigmaleão.

São vários os autores que me marcaram. Li todos os livros que conseguia de cada um destes autores (dos quais cito as obras que mais apreciei): Archibald Joseph Cronin (1896-1981),  A Cidadela,  As chaves do Reino; Morris West (1916-1999), O Advogado do Diabo, As sandálias do Pescador; Erico Verissimo (1905-1975), Olhai os Lírios do Campo, Incidente em Antares; Jorge Amado (1912-2001), Dona Flor e Seus Dois maridos, Gabriela, Cravo e Canela, Capitães da Areia; James Clavell (1924-1994), Xógun, Tai-Pan, Casa Nobre; José Mauro de Vasconcelos (1920-1984), Meu pé de Laranja Lima.

Mais recentemente, li quase tudo de Michael Crichton (1942-2008) – Um caso de Necessidade, O Enigma de Andrômeda, O Parque dos Dinossauros, Álbum de viagens –, Oliver Sacks – Um antropólogo em Marte, A Ilha dos Daltônicos, Vendo Vozes, Tempo de Despertar, Diário de Oaxaca.

Alguns dos livros que me impressionaram muito foram: Crime e Castigo, de Dostoievski (1821-1881), Carta de Uma Desconhecida, de Stefan Zweig (1881-1942), Clarissa, de Erico Verissimo, que se colocou no lugar de uma adolescente, O sol se põe em São Paulo, de Bernardo Carvalho, que se colocou no lugar de um nissei,  A Guerra do Fim do Mundo, de Mário Vargas Llosa, uma obra que é sobre uma parte de história do Brasil.

Também costumo ler uns três livros simultaneamente. Há vários livros que não consegui ir adiante: Doutor Jivago (Boris Pasternark, 1890-1960), Esta Noite a Liberdade (Dominique Lapierre; Larry Collins, 1929-2005), Em Busca do Tempo Perdido (Proust, 1871-1992),  etc.

Ler livros me ensinou muitas coisas, entre elas a escrever livros.

*Emico Okuno, física e professora do Instituto de Física da USP.

13 de Novembro de 2012

Domingos da vovó

Posted in Ler faz crescer às 15:23 por sidneif

Por JOÃO PAULO CHARLEAUX*

Chorar lendo livro é coisa muito impressionante. Especialmente para uma criança. Revela o poder enorme de um punhado de papéis.

O primeiro livro que me lembro de ter lido foi A Ilha Perdida (Maria José Dupré, 1905-1984), da coleção Vaga-Lume. Adorei.

Mas foi com Meu Pé de Laranja Lima (José Mauro de Vasconcelos, 1920-1984) que percebi a coisa da emoção, de me identificar com personagens, de pensar que eles deveriam ser reais, de querer vê-los. Ler sozinho foi assim.

O apreço pelos livros vem de berço. Minha avó Maria punha os 5 netos deitados na cama no domingo à noite e lia histórias para todos. Nessa época eu nem era alfabetizado, claro. Gostava das figuras. E dela mesma.

*João Paulo Charleaux, jornalista.