14 de Agosto de 2012

A prepotência que ceifa vidas

Posted in Mundo às 15:23 por sidneif

É espantosa e atroz a passividade do mundo inteiro diante da carnificina que ocorre na Síria. A incapacidade dos líderes mundiais de chegar a uma solução para trazer paz aos sírios retrata a prepotência da condição humana. Interesses econômicos, apego ao poder e solidariedade a regimes totalitários se sobrepõem à ideia de preservar vidas.

No calor da primavera árabe que derrubou vários ditadores, os sírios tentam se livrar do jugo do presidente Bashar al-Assad. Acresce que o ditador sírio responde com todo o aparato de opressão que possui. O resultado do embate, como já se podia esperar, é a hecatombe e a fuga de milhares de inocentes para os países vizinhos – de mãos vazias, marcados pela violência e sem esperança de futuro.

Enquanto isso, o dito mundo civilizado não consegue tomar medidas para conter a fúria do tirano sírio. O Conselho de Segurança da ONU já votou por impor sanções a Damasco e cogitou até a intervenção militar. China e Rússia, entretanto, são refratários a qualquer retaliação ao aliado Assad.

Pouco importa se vidas inocentes são ceifadas pela sede de poder do líder sírio e seus asseclas. Interesses econômicos, respaldo político a projetos de poder ou pura omissão valem o sangue de um povo .

Tamanha prepotência humana parece não ter fim. E é antiga. Desde que o homem descobriu a manipulação e decidiu que era melhor que o outro. Então ensinou ao aliado que todos eram iguais, mas uns (eles) eram mais iguais que outros (inigualável “Revolução dos Bichos”, grande George Orwell!).

É assim desde as civilizações antigas e sua sede de poder que as levava a exterminar povos ou escravizá-los. Também foi assim no período de colonização da América e da África. É esse pensamento que pautou guerras e o estímulo a ditaduras . Fez Estados Unidos e União soviética medirem forças e interesses, por meio da guerra fria e do apoio a  regimes autoritários.

A história da humanidade tão manchada de sangue afigura-se não ter ensinado o homem a considerar a vida do outro. Apenas existem aliados. A quem se opõe a eles resta o menosprezo. Ou, no máximo de condescendência possível, a omissão.

 

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