27 de Junho de 2011

Despir-se de preconceitos

Posted in Ler faz crescer às 12:50 por sidneif

Por ADRIANA MEDEIROS*

Ler, essa adorável aventura ao desconhecido, que nos leva à universos iluminados de conhecimentos e descobertas. A leitura nos presenteia com um fascínio interior, uma viagem que iniciamos nas primeiras páginas e mergulhamos no mundo do autor nas palavras que se seguem. Aprendi desde menina que o melhor da leitura  é despir-se de qualquer preconceito, deixar-se levar e aprender, sem julgamento inicial. Sempre amei a leitura, pois leio livros que me ensinam, livros  que me despertam e  amo os que me libertam de tantas coisas que outrora me aprisionavam. Adoro  livros que me divertem e que me fazem sorrir. Mas também  aqueles que me emocionam e que me fazem chorar. Há ainda aqueles que me irritam, por não se fazerem entender, ou aqueles que me contagiam, por me fazer mudar.  Vejo os livros como portais de viagens portáteis. Onde queremos e podemos lê-los, eles estarão lá, prontos para nos levarem à um passeio  inspirador; é só abrir a primeira página e se deixar envolver por toda sua emocionante conversa. Aliás, são perfeitas companhias em dias chuvosos. Ao abrir uma página de um livro, me disponho a aprender, me envolver e a descobrir. Meu amor pelos livros me ajudou a chegar onde me encontro nesse momento. O estudo me fez mergulhar e me dedicar ao crescimento pessoal e profissional, enfim, me fez uma pessoa melhor.

Alguns dizem que não tem tempo para os livros, outros que simplesmente não gostam de ler. Pena, estes não sabem se presentear.

*Adriana Medeiros, Mestre e Doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina, palestrante motivacional e comportamental, consultora de empresas e  autora do livro Dia de Mudança (Igetecon) .

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10 de Junho de 2011

As histórias que eu ouvia

Posted in Ler faz crescer às 12:42 por sidneif

Por ISA SARAIVA FERREIRA*

Nasci em 1950.  Desde muito pequena, ouvia histórias.  Papai me fazia dormir contando as aventuras e casos que ouvia do pai dele, boiadeiro no interior de Minas Gerais, no início do século XIX.
Aos 5 anos ganhei uma enciclopédia – TRÓPICO – numa coleção de cinco grandes livros, de capa vermelha.  Passei a “ler” as gravuras.  Contava para mim mesma as histórias que imaginava.  Mas acredito que o gosto pela leitura tenha sido despertado pelas histórias que ouvia.  No rádio, era fã das Histórias do Tio Janjão (Um programa dedicado a todas as crianças do Brasil, onde Tio Janjão, bom e carinhoso, contará lindas histórias: lindas histórias do tempo em que o bichos falavam…)  Eu aguardava com ansiedade as quintas-feiras, para ouvir pela Rádio Roquete Pinto essas histórias.  Mas aos 8 anos Papai Noel, o bom e generoso velhinho, me trouxe a coleção de Monteiro Lobato!  17 livros, de capa dura e verde.  Foi uma alegria!  Podia lendo, entrar no Sítio do Pica-pau Amarelo e me identificar com Narizinho, “morena como jambo”.  Esses livros foram os primeiros lidos, e relidos, por muito tempo.  Na escola primária e pública não havia biblioteca.  Em casa, o hábito da leitura inexistia.
Foi no ginásio que, graças a livros obrigatórios,  a leitura se tornou uma das minhas mais prazerosas distrações.

* Isa Saraiva Ferreira,  ótima contadora de histórias  e  autora do livro Semeando.

A luz da leitura

Posted in Notas às 11:01 por sidneif

Hoje é um dia especial para o meu amigo Luciano Pereira Xavier, um vigilante que andava no breu e descobriu a luz da leitura.

Nesta sexta-feira, a partir das 20 horas,  será lançado  Entre Versos e Rimas, seu primeiro livro,  no salão do Centro de  Referência da Assistência Social (CRAS), localizado na Avenida das Torres, s/nº, bairro Real Park, na cidade catarinense de São José.

3 de Junho de 2011

Entender e ser entendido

Posted in Educação às 12:59 por sidneif

A língua portuguesa nunca foi tão discutida,o formal e o informal em confronto. Pelo menos a celeuma em torno do livro Por Uma Vida Melhor permite avaliar o papel da língua e da escola.

O livro da educadora Heloísa Ramos ameniza erros de português. É óbvio que não descarta a língua formal – julga de bom alvitre aprendê-la -, mas taxa de preconceito qualquer ato que condene desleixos com o idioma.

Mesmo que o intento da autora seja evitar o desprezo a quem não teve acesso a uma educação decente, a obra desestimula o aprendizado, leva alunos e pais a serem lenientes com a dedicação aos estudos, a escola fica cada vez menos importante. Por que ter apreço pela língua formal, se qualquer jeito de se expressar é válido?

Não se pretende por no índex a linguagem informal. Ela está presente no cotidiano de todos (inclusive nas classes mais escolarizadas, o que torna, além de vil, hipócrita o preconceito). Todavia, referendar a gramática nada tem a ver com afetação de puristas da língua, passa longe de distinção social. Aprender a língua formal (apesar de desastrosas reformas) é ter condição de saber o que ler, é poder  escrever de forma inequívoca, a chance de  expor suas ideias e transmitir seu conhecimento com clareza. Em suma: entender e ser entendido distintamente.

Tal “privilégio” da lingua é missão da escola oferecer ao seu corpo discente. Mas a péssima educação brasileira cria um  um aluno que não entende a importância de aprender a última flor do lácio, apenas ver um imensidão de regras que precisa decorar para ter êxito nas provas, passar de ano.

Como é praxe nas escolas brasileiras,  aprender mesmo é desnecessário, uma platitude.