24 de Junho de 2009

A lâmpada mágica

Posted in Brasil às 12:30 por sidneif

Sob holofotes, pipocam promessas de um país melhor. Na escuridão, a farra desmedida com o nosso suado dinheiro. Senadores fazem do erário sua  lâmpada mágica, é verba para despesas desvinculadas da atividade parlamentar, auxílio- moradia a quem dispõe de casas (luxuosas) no Distrito Federal, emprego para parentes e apaniguados ( e eles nem precisam dar expediente! E ganham hora extra!). Que festa!

O gênio da lâmpada é um ex-diretor que vivia sempre munido de atos secretos. Os distintos senadores o consideram o grande vilão, mas se esquecem do quanto gostam de esfregar a lâmpada. Se não a esfregaram, foram omissos. E o nosso califa supremo, outrora um crítico feroz das estripulias políticas, usa seu indiscútivel carisma para pedir clemência aos senadores. De José Sarney, então, virou admirador incondicional – sua bibliografia deve ser respeitada, segundo nosso líder. E eu que pensei que todos fossem iguais perante a justiça, com deveres e obrigações.

O Senado está no olho do furação, porém, há políticos de todas as esferas públicas a olhar nosso suado dinheiro como lâmpada mágica. Boa parte da população, mesmo  quando mostra aversão  a esse tipo de conduta, adoraria dar uma esfregadinha na lâmpada. Enquanto isso, bolsões de probreza  continuam a existir, educação vive sem recursos, saúde  é artigo de luxo para a maioria, segurança inexiste…

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11 de Junho de 2009

Caça aos livros

Posted in Educação às 17:05 por sidneif

Livros recolhidos das escolhas por apresentarem falhas ou conteúdo inapropriado. Isso dá a medida de quanto é levado a sério a educação no Brasil. É desalentador ver que no país aspirante à condição primeiro mundo, como apregoam nossas autoridades, responsáveis pelas seleção de livros destinados às escolas públicas não foram capazes de detectar erros crassos nas obras (nas didáticas, havia mapa da América do Sul no qual aparecia duas vezes o Paraguai e omitia o Equador) e nem de avaliá-las quanto à idade apropriada.

É preciso ter seriedade nas escolhas do livros didáticos. A história e a idoneidade da editora, a formação e credibilidade dos autores e a excelência das informações (isso quer dizer nem erros pontuais, nem deturpação dos fatos em prol de ideologias)  contidas  na obra são critérios que devem ser inexoravelmente averiguados. Não há espaço para falhas e comtemporizações quando se trata de educação, se o Brasil quer ser um país eminente.

Não menos decepcionante, é a falta de cuidado na relação livros e faixa etária. Livro não se conhece pela capa, não se reduz ao nome do escritor e nem deveria estar sob tutela de qualquer lei que tente criar reserva de mercado ( não se perde  a mania de protecionismo e corporativismo). Livro vira referência pela sua qualidade. Livro se descobre passando da folha de rosto. Com essa visão, profissionais da educação responsáveis sabem exatamente a que tipo de aluno um livro é indicado. Profissionais responsáveis também entendem, sem cabotinismo, que livros apoiados em linguagem chula e enredos lúbricos (como o caso de Aventuras Provisórias de Cristovão Tezza, livro recolhido de escolas), com a devida abordagem pedagógica,  podem ser sim adequados a adolescentes.

Ademais, há uma indagação que precisa ser feita: E o bibliotecário? Diante de um assunto tão relevante, não compreendo a ausência de posição de tal profissional. Não tomei, salvo engano, conhecimento de qualquer manifestação de bibliotecário ou das entidades que o representam. Certamente, haverá quem diga que o bibliotecário não foi procurado e mais uma vez  o ingoraram. Todavia, a hora é de a classe bibliotecária abandonar a burca de vítima e aprender a se manifestar. Associações e Conselhos precisam expor a opinião do bibliotecário, promover e participar das discussões, mesmo que signifique uma autocrítica – chega de corporativismo, a crítica amadurece o profissional. O bibliotecário, profissional essencial para o avanço da educação, ainda tem de si a visão de  ordenador de livros.

Bibliotecário e demais profissionais da educação, é hora de mais responsabilidade e compromentimento na seleção de livros. É inadmissível essa caça aos livros a que os alunos assistem.

8 de Junho de 2009

A base do meu trabalho

Posted in Ler faz crescer às 19:43 por sidneif

Por EMMANUEL BASSOLEIL*

Dos peixes e frutos do mar à enologia. A gastronomia responde pela  literatura que me acompanha. Meu tempo é curto, não leio livros policiais ou qualquer outro de ficção, jornais fazem parte de minha rotina para estar em dia com o mundo, mas me dedico à literatura  de gastronomia.Compro livros desse perfil para me atualizar, conhecer novas técnicas, crescer como profissional. Tomo a literatura como base da minha profissão. Cito como boa fonte as publicações da editora Larousse.

*Emmanuel Bassoleil, francês radicado no Brasil, premiado chef de cozinha, responsável pela gastronomia do Hotel Unique e do Restaurante Skye, autor dos livros Uma Cozinha sem Chef ( DBA melhoramentos) e Os Sabores da Borgonha (Ed. Senac)

1 de Junho de 2009

Democracia na veia

Posted in Mundo às 17:38 por sidneif

Estados Unidos e União Européia já arvoram planos de regulação dos derivativos (títulos cujo preço é determinado  pelo comportamento futuro de outros mercados) e de vigilância sobre os bancos. É o que se espera como grande lição da crise econômica. Uma maior regulação do mercado  tornou-se inevitável. 

Entretanto, diante do jogo pesado do capitalismo, aparece a dúvida sobre a lisura das regras. Estas devem refletir o equilíbrio de interesses de  todos os envolvidos – do mercado ao consumidor, do empreendedor ao pequeno investidor, do grande empresário ao trabalhador. Para tanto, só há uma bandeira capaz de abarcar todos os interesses e garantir regras justas – a democracia.

Democracia, palavra que precisa estar cada vez mais na veia de todo e qualquer cidadão que preze por sua liberdade. É ela que permite a sociedade escolher os representantes que devem defender seus interesses. É no seio da democracia que a justiça é verdadeira. É a democracia que legitima a liberdade de expressão. 

E liberdade de expressão significa não só expor ideias e ideais, mas o direito de de  exigir discernimento dos que nos representam quando da tomada de decisões e de todos que compõe a sociedade.